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Poeta
Dionilce
Vai, Poeta,
mergulha no sonho,
mostra a tua dor e
canta o teu amor.
Sai, Poeta,
caminhando entre flores
ou espinhos,
semeando ilusões
em teus caminhos.
Mostra tua sensibilidade,
trazendo felicidade
neste mundo de desamor.
Vai, Poeta,
não te importes com o fel,
adoça a humanidade
com teus potes de mel.
Mostra tua pureza
e delicadeza.
Queremos beber os teus versos,
entrar na tua inspiração
e usufluir de tanta emoção.
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Atrocidade
Dionilce
Socorro! O que está acontecendo?
Sufocada estou por este fumaçal.
Será que o mundo está morrendo?
Onde está o frescor da vitalidade
que não vemos mais acontecer?
O homem, na sua complexidade,
mudou a maneira de viver.
Gases sobem na atmosfera,
poluindo a vida e a natureza,
tirando os olores da primavera
nos lindos jardins de beleza.
Ó homem! Por que tanta devastação
neste planeta esplendoroso,
nesta civilização de sua criação
onde o ser é tão valioso?
Por que a riqueza não é usada
para acabar com a atrocidade,
evitando a triste queimada,
pondo fim à ferocidade?
Quanto mais este gás fluir,
menos saúde vai exalar,
nossas crianças precisam existir
num ambiente bem salutar.
Com mais verde, menos pravidade,
mais dedicação, menos destruição,
mais dignidade, menos vaidade,
combatendo a danosa poluição. |
Reflexo retroativo do espelho
Dionilce
A minha imagem,
no espelho,
retorna aos tempos idos,
aos jardins floridos.
Encharco-me de sonhos,
rasgando espaços,
jogando cansaços
na lata do desprazer.
Meu semblante
aflora ledices,
refletindo, no meu ver,
o gozo de viver. |
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