Alegria é tudo
                                     Dionilce


A ousadia da esperança é fundamental para que se tenha uma vida saudável. Esperar um dia melhor, uma sorte inesperada, uma pessoa querida, um amor, uma cura, etc. Enquanto se espera, somos tomados por uma emoção que nos impulsiona para uma vida cheia de energia positiva.
A alegria é um bem que não se compra e deve ser cultivada, porque traz grandes benefícios à saúde como a estimulação do sistema imunológico e até a diminuição de dor.
Não se aflija com acontecimentos imaginários. Pense que, se surgirem, você estará sofrendo antes do tempo e na época do acontecimento. E, se não acontecerem, você terá se martirizado em vão, tirando do seu dia bons momentos de euforia. Procure viver cada momento como se fosse o último.
Valorizar coisas que parecem insignificantes é o segredo de uma existência alegre. O dinheiro nem sempre é a causa deste estado animante. Muita gente com dinheiro não tem alegria. A beleza, também, não é condição fundamental para uma vida feliz. Muitos homens e mulheres possuidores de beleza física são infelizes. O poder também não é fonte de alegria. Muitas pessoas poderosas são tão tristes que cometem até suicídios.
O homem de hoje, atrelado ao treinamento de competitividade, estressa-se facilmente, desgastando sua energia vital e não tem o rendimento que deveria ter em suas atividades mais corriqueiras. A alegria provoca o sorriso que libera o hormônio do estresse e faz com que esqueçamos os maus momentos.
Devemos ter coragem e esperança e agradecer a Deus por tudo o que temos e, principalmente, pelo entusiasmo que nos leva a trabalhar e fazer tantas coisas por nós e pelos outros.
Sorrir sempre, acreditar na paz e na beleza do existir.


Empatia
                       
Dionilce

Capacidade que os seres humanos têm de se comover com os sentimentos alheios. Enxergar o que se passa no interior das pessoas, rejubilando-se ou sofrendo com as alegrias e dores alheias. Às vezes, esta capacidade parece camuflada, mas, realmente, existem pessoas capazes de amar sem nunca demonstrarem, o que se pode chamar de expressão pétrea, uma emotividade oculta. Podem parecer indiferentes ao sofrimento dos outros mas, em seu âmago, podem ser empáticos. A emotividade nem sempre revela a empatia, não precisamos gostar (ser simpáticos) nem desgostar (ser antipáticos), de quem somos empáticos, simplesmente somos.
Muitos empáticos são tidos como tolos, pois ter compaixão e até empatia pode se tornar, em alguns casos, um desafio à nossa evolução, quando se deixa a emoção dominar a razão.
A constante inovação tecnológica nos impele a esquecer de outras pessoas durante um projeto. Precisamos participar das vantagens de uma tecnologia mesmo que isso implique em desvantagens para outras pessoas as quais poderão ser magoadas ou feridas em detrimento do sucesso do empreendimento. É difícil o progresso acontecer, sem descontentar a certo grupo. Neste caso, a empatia é colocada de lado, visto que não podemos contentar a todos, daí o sofrimento causado pelo dano dos perdedores aos empáticos.
Observamos que muitos seres humanos são desprovidos de empatia, porque não acham culpa no ato criminoso que praticam. Os pedófilos, quando usam inocentes não se preocupam com as marcas deixadas na alma destas crianças nem de suas famílias.
Herodes, quando mandou matar crianças de 2 anos em Jerusalém para conseguir chegar ao menino Jesus, não sentiu compaixão. Quantas mães choraram a morte de seus filhos!
Hitler assassinou velhos e crianças, simplesmente, porque eram judeus. Não é difícil imaginar a dor do povo judaico e a falta de empatia de Hitler.
Os estupradores, em geral, deixam marcas na alma e no corpo de suas vítimas, pois não têm consciência do mal que fazem.
Gêngis-Cã, dominou desde o mar da China até Danúbio, matou até 5 milhões de criaturas, inclusive velhos e crianças, ao invadir territórios inimigos. Não se preocupou na destruição interna feita nas criaturas
A tragédia humana nasce com a falta de empatia que leva as pessoas à crueldade contra a humanidade.

Jesus, ao ser pregado na cruz, falou:
- Perdoai, eles não sabem o que fazem!

 

Simplicidade é a felicidade
                       Dionilce

Em matéria de caráter, modos e estilo a simplicidade é o melhor por excelência.
O homem, em busca de um progresso irreal, complicou o mundo de tal maneira que perdeu o sentido da simplicidade e, agora, está difícil regressar à natureza pacífica de outrora. Até que ponto a tecnologia foi válida para uma sobrevivência feliz?
O ar não é mais o mesmo, as frutas estão contaminadas, as matas incendiadas, praias sujas, água poluída, cascatas sem frescor, uma insensibilidade humana atropelando os espaços em busca de um objetivo que nem sempre gera o bem-estar pretendido.
Além disso, a violência, gerada por toda esta miséria e pela desigualdade, leva a vermos homens presos nas casas, bandidos soltos na rua, balas perdidas, seqüestros, tornando a vida mais complicada.
Diógenes, filósofo grego, que viveu há mais de 2000 anos, já pregava a maneira simples de viver. Achava que todo mundo deveria levar uma vida singela. Abandonou quase tudo que possuía e foi morar, por algum tempo, num grande tonel, para mostrar que era possível viver sem as comodidades habituais. Carregava um manto, uma bolsa e um copo. Quando viu um menino camponês beber água no côncavo da mão, jogou fora o copo, por achar o mesmo supérfluo.
Certa vez, Diógenes encontrou Alexandre, “O Grande”. Este lhe disse que atenderia qualquer favor que ele pedisse. Diógenes respondeu: - não me tire o que não me pode dar, não fique entre mim e o sol. Alexandre gostou muito desta resposta e disse: - se eu não fosse Alexandre, gostaria de ser Diógenes.
Dizia ainda que a sabedoria e a simplicidade eram pressupostos da moralidade.
Logicamente, que não vamos chegar aos extremos de Diógenes, nos dias atuais, mas não sejamos vítimas ingênuas de um crescimento que destrói os valores essenciais da vida.
Descomplicar é preciso! Colaborar com a natureza e com a saúde, evitando os males que vão levar a destruição do planeta.
Ó homem! Por que complicou o mundo, destruindo a beleza maior, mergulhando neste mar tão imundo e colhendo o que tem de pior.


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